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Tower of Writing

you will never guess her secret...

Tower of Writing

you will never guess her secret...

5 {Mine}

💏💏💏💏

“All the problem of women, starts with men. All the problem of men, ends with women.”

Santosh Kalwar

 

Sentia-se zonza. A cabeça balouçava infinitamente. Ainda mal abria os olhos e as forças restantes só vieram comprovar uma coisa: Estava presa. 

- Sentes-te bem?

Podia jurar que ouviu a pergunta umas 10 vezes, mas por motivo alheio, não conseguia responder. Estava, aos poucos, a voltar à consciência. - O que... o que aconteceu? Por que estamos amarrados?

- Taco de basebol e Avril - Respondeu entre os dentes. Dean estava consciente, também amarrado. Nas mãos e nos pés.

- O... O... O que é que ela... quer? - Conseguiu finalmente proferir.

- Foi tudo uma cilada. Desculpa, Lucy... Eu ouvi-te lá fora, mas ela tapou-me a boca. Fiz todo o barulho que pude. 

Quando se sentiu consciente, disse: - O teu pai sabe que estamos cá. E Dean, nós somos dois. Contra um. 

- Ela tem uma arma.

Avril regressou à sala-de-estar, onde se encontravam os dois, frente-a-frente. De início nada disse, limitando-se a observar. 

- O que vais fazer? - Perguntou Lucy. Não se sentia ameaçada, mas sim farta. Sempre gostou de usar as palavras para resolver situações, mas neste caso, estava complicado. No entanto, Avril não parecia violenta. - Responde-me! O QUE VAIS FAZER?

- Acalma-te Lucille... Por que estás tão zangada?

- Vais incendiar a casa connosco cá dentro? - Lucy era muito impaciente. Estava certa. Avril sabia da traição. E isto só podia ser uma vingança. Esperneou, irritando a outra que não se conteve... E deu grande chapada. Tão forte que a cadeira se virou, caindo no chão.

- Avril, por favor... Pára - Pediu o rapaz.

Voltou a endireitar a cadeira de Lucy. Pegou num elástico e apanhou o cabelo da rapariga, à bruta. - Ela não fazia parte do plano... E queres saber porquê? - Agarrou no rabo-de-cavalo e puxou-o para trás, magoando-a. - Por que tu devias ter morrido no acidente.

- Como te atreveste?

- Como te atreveste tu, tu Dean, a dormir com esta galdéria? - Ripostou de imediato. Continuava com a arma na mão, caminhando de um lado para o outro da sala, como se estivesse prestes a perder o controlo. - Sabes - Continuou voltada para Dean - Inicialmente não fiquei chateada. Depois percebi que sentias algo por ela e ela por ti. E não podia permitir isso. Eu amo-te - Voltou-se para Lucy - Portanto... droguei-te o café. Querida, aprende a não tocar no que é dos outros. O efeito foi imediato, mas não foi bem sucedido. Daí... hoje nos encontrarmos aqui.

- Tu és uma psicopata! - Exclamou a rapariga.

- Talvez, Lucille. Mas ele é meu. É o meu boy.

- Ciúmes?

- Nós podemos resolver isto - Admitiu Dean.

- Achei o mesmo. Mas depois alguém não conseguiu manter as pernas fechadas...

- A culpa foi minha... Eu nunca devia ter deixado avançar - Tentava apaziguar as coisas. Avril não queria saber. Depois de fechar as cortinas da sala e cozinha, foi ao andar de cima verificar se estava tudo em ordem. Afinal a prioridade era que ninguém suspeitasse. Sozinho, foi a vez de Dean falar: - Controla as palavras enquanto estou a tentar tirar-nos daqui.

Franziu, semi-cerrando os olhos e depois, deitou-se o máximo que conseguiu até chegar ao gancho, que se encontrava perdido, no meio do tapete. Com algum esforço, lá fez chegar o gancho chegar às mãos, presas atrás das costas. - Foram as minhas palavras que fizeram o gancho cair. Por que enquanto te desculpas por algo que um dia quiseste, eu estou literalmente a tirar-nos daqui.

Ficaram em silêncio uns minutos. Nenhum dos dois queria entrar em discussões, aliás, esse era o objetivo de Avril. Não voltou a descer, mas por vezes, ouvia-se passos, como se tivesse a mudar algo no andar de cima. A rapariga perdeu a noção de quanto tempo estava a passar. Talvez uma hora, duas...

- Tenho fome.

- Eu sei. Também estou cansado.

- Podes fazer-me um favor?

Dean levantou a cabeça, olhando-a. Já não parecia tão "animada". - Não, Lucy, nem penses nisso.

- Se for para matar sabes quem mata primeiro... A outra.

Calaram-se os dois quando viram Avril a descer as escadas. Estava sorrindo com o telemóvel de Lucy na mão. Pegou numa cadeira e sentou-se junto aos dois. - Portanto... vamos ao update? - Questionou olhando para a rapariga. - Fiz-te uma pergunta! - Seguindo o conselho de Dean, não respondeu. Mas Avril agarrou-a pelo queixo abanando a sua cabeça, como se fosse um sinónimo de "sim". - Linda menina. O teu adorado John ligou duas vezes, óbvio que não atendi, era má educação, meter-me entre os dois. Ele deixou sms, diz: A Sr. Canning adiou a entrega do trabalho para sexta-feira. Aparece, ok? Depois, mais duas chamadas de Ellen - O telemóvel começou a tocar, era Ellen, de novo. - Vamos atender a amiga e não esqueças... Apressa-te e mente. 

"Lucy? É a Ellen..." - "Olá, o que se passa? - "Onde te metes-te? Fui a tua casa." - "Desculpa, Ellen, agora não dá para falarmos, estou ocupada." - "Está tudo bem?" - "Sim. Tenho mesmo de desligar, love you."

Avril desligou a chamada e atirou o telemóvel para longe. Levantou-se e foi até à janela da cozinha. Estava tudo normal lá fora, a rua de Dean era mesmo muito calma. Apenas um carro junto á garagem do vizinho. Regressou para o pé dos dois. 

- Vamos jogar - Soltou apenas as mãos de Dean passando-lhe uma arma para as mãos. Girou o tambor do revólver e ordenou: - Sabes o que tens de fazer.

Dean ficou petrificado: - O quê? O que quer isso dizer? Onde arranjaste esta arma?

Lucy interrompeu. Sabia bem o que se tratava. Do jogo do azar. - The Deer Hunter, 1978.

O rapaz de imediato compreendeu. - Roleta russa - Colocar uma bala numa das câmaras do revólver, fechar e girar. A localização da bala é desconhecida, ou seja, possível morte. Típico de Avril, sempre á procura de riscos excitantes.

- São tão inteligentes!

- És demente - Suspirou Dean.

- Tu és uma covarde. Mandas os outros fazer o teu trabalho sujo...

- O que me chamaste? - Voltou a agarrar na cara de Lucy, apertando-a. Sentia uma raiva incontrolável, mas Lucy não parecia com medo.

- Se me queres matar, mata. Mas olha-me nos olhos e fá-lo.

Deu-lhe várias chapadas e depois, olhou a Dean que tinha baixado a arma. Cabisbaixo, decidiu motivá-lo: - Esta é a tua maneira de a libertares. Dispara.

- Eu não vou fazer isso, Avril. 

- Depois disso desaparecemos para sempre - Quando Avril olhou para o rapaz já tinha uma arma apontada. Mas Dean não seria capaz de disparar, pensou. Rapidamente pegou na sua e apontou, também. - Pessoa e escolha errada.

E foi quando Avril disparou sobre a perna de Lucy, sem qualquer misericórdia. A dor era tão forte e insuportável que a rapariga deixou de ver, por momentos. Não sabia se era suor ou lágrimas que lhe caiam pela cara.

- Acaba o trabalho - Ordenou.

- Eu não vou fazer isso! - Gritou Dean imóvel, sendo interrompido por Lucy, em pânico.

- Dispara!

Repentinamente, ouviu-se grande barulho vindo do exterior. Sobressaltada, Avril espreitou pela janela. Perdera o seu amor. Perdera a calma. Caminhou de arma em punho e disparou variadas vezes seguidas. 

Antes de disparar, a única bala, tudo na mente de Dean ficou mais claro. Lucy é a mais carismática. Provocou Avril para lhe bater, cair da cadeira para que o gancho do cabelo também saltasse. Enquanto discutiam, apanhou o gancho e foi "cortando" a corda que a aprendia. Sim, esteve todo esse tempo liberta, mas talvez só agora teve coragem para o mostrar. 

Lucille foi a mais carismática.

Levantou-se, colocando-se na frente das balas.

 

 Aqui está a continuação tão esperada!

Vocês são mesmo fantásticas 💌

 

um beijinho,

 Annie 

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