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Tower of Writing

you will never guess her secret...

Tower of Writing

you will never guess her secret...

8 {Mine}

Untitled

“You have to kiss a lot of frogs before you find your prince.”

E. L. James. 

 

 

- Onde vais com tanta pressa? - Questionou-lhe Matheus.

A sexta-feira tinha chegado. Em mais nenhum dia da semana Dean e Lucy tinham estado juntos. Naturalmente que se viam na faculdade e conversavam. Pouco, mas também era isso que Dean pretendia - distância. Talvez para ver como se sentia longe de Lucille. Se a saudade batia à porta. Ou se tudo aquilo... nunca passou de um mero caso.

- É sexta-feira, Pai. Vou jantar com a Lucy...

- Achei que isso nunca se ia concretizar.

- Ok, pára - Pediu Dean. - Há um mês atrás convenceste-me a dizer-lhe o que sentia. É isso que tento fazer.

- É mesmo?

- Sim, qual é o problema? Mudas-te de opinião?

- Só me estou a certificar que estás a faze-lo por ti, e não pelo que o teu velho pai diz.

- O que quer isso dizer?

- Tu dormiste com ela, Dean.

- Sim... - Oh. Meu. Deus. Não iam ter a conversa constrangedora sobre sexo.

- A questão é esta: Ela despe-se porque tu a amas ou tu ama-la porque ela se despe?

Não. Não. Não.

Isto não podia estar a acontecer-lhe. 

Simplesmente não.

O que é que uma coisa tem haver com a outra?

Quer dizer... Sexo não significa amor. E ser cínico não significa ser fixe.

- A Lucy está à minha espera portanto... Até logo.

E por que fugimos sempre das perguntas sexuais dos nossos pais?

 

Entrou no carro e conduziu até ao apartamento de Lucy, tentando esquecer toda aquela loucura de conversa. Estacionava em segunda fila quando caíram as primeiras gotas de chuva. Tudo bem, não era isso que ia estragar o seu primeiro encontro com Lucille. Olhou à janela da sala e foi quando se apercebeu que já era noite cerrada. A luz da escada acendeu e era Lucy a sair do prédio. Acenou com o seu jeito maravilhoso que encadeava Dean, de todas as vezes.

Quando entrou, deu-lhe um leve beijo na face e colocou de imediato o cinto.

- Tu estás linda - Elogiou, pouco antes de colocar o carro a trabalhar.

- Está escuro, Dean - Admitiu, rindo-se. - Não vês sequer um palmo à frente, quanto mais a minha cara...

- Eu sei o que digo.

Seguiu uns metros, não conseguindo parar de pensar no possível erro que tudo aquilo fora. Quer dizer, tudo estava correndo mal. Lucy pegou no telemóvel e marcou um número. Aparentemente, não era o único desmotivado.

- "Olá Poppy, sou eu. Sei que estás a trabalhar e que é a minha noite de ligar, mas como não sei a que horas chego, é só para te dizer que está tudo bem. Vim jantar com o Dean. É um encontro, portanto faz o favor de não desatar a ligar, ok? Já mandei pelo correio aquela tua camisa das flores que ficou esquecida na minha casa-de-banho. Não perguntes se está lavada, pois é claro que a lavei. Não ia para os correios com uma camisa suja. Lá para terça-feira ou quarta já recebes. Pronto, agora tenho de dar atenção ao Dean, senão, para além de não me pagar o jantar ainda vou a pé até casa. Até depois, Poppy! Adoro-te imenso."

- Por que razão estás tu tão amável para a tua irmã?

- Tenho refletido - Começou por dizer, mas depois calou-se. Não se estava a desfazer em risos, nem nada, portanto, era algo sério. Dean fez uma cara surpresa - Nestes últimos tempos têm acontecido tantas coisas na minha vida. Coisas que... Não foram planeadas... E ela... Sempre prestável. 

- Bom, assim são os irmãos...

- Eu sei, mas não é uma obrigação. Eu vivo na Flórida e ela em Nova Iorque... Ela faz as coisas pelo coração e... só agora é que eu percebi.

Tinha cada vez mais certeza que a Lucille fora dado um coração enorme capaz de amar, por vezes com humor negro. Perguntava se Lucy o amava. Mas que estava ele a fazer? Parecia um estúpido adolescente apaixonado. 

Merda, pensou.

Tráfego intenso.

E trovoada.

Trovoada!!!!

Quem no mundo merece um primeiro encontro com trovoada?

- Este encontro está amaldiçoado.

Dean não respondeu logo, pensando numa solução. O mais difícil, convencer a rapariga, já estava feito. Não ia deitar tudo a perder. Ela não parecia muito incomodada. Soltou um riso, também. - Abençoado, Luce, abençoado.

Chegaram ao restaurante já passava das 20 horas. Estava lotado, felizmente Dean tinha feito reserva. Quando se sentaram e pedidos efetuados, permaneceram calados. 

- Eu sei que não foi este primeiro encontro que sonhas-te... Desculpa.

Lucy sorriu. Ela é tão linda quando sorri. - Eu não sonhei com nada disto, portanto... Pode dizer-se que está a ser perfeitamente imperfeito.

Ambos riram, mas o silêncio continuava a dominar o encontro. Lucille parecia mesmo compreensiva. Os pedidos vieram rapidamente. Uma tábua de queijos como entrada e dois bifes com molho de natas. Para beber o famoso Vinho de Bordéus.

Agora o silêncio tinha outra razão.

- Isto está mesmo bom, Dean.

- Podes crer!

- Temos de vir cá mais vezes.

- Temos? - Questionou o moreno, curioso.

- Sim - Disse, naturalmente. Era mesmo isso. Dean apaixonou-se pela sua naturalidade. - Se quiseres.

O tatuado parou de comer e olhou-a, mais uma vez. Desta vez, sério. - Posso dizer-te uma coisa?

- Dean, senão queres mais queijo, já devia estar no meu prato - Admitiu, rindo-se. Mas o rapaz estava a falar de outra coisa.

- Ahm... Deixa-me terminar e promete que não te passas.

- Ok...

- É óbvio que as coisas entre nós mudaram. Como disseste... Não foi planeado. E eu sei que não gostas de planos. Mas, é inevitável. Sabes, quando fui ao Colorado, a Montanha estava coberta de neve e... eu só desejei que estivesses lá comigo, para também tu, poderes apreciar aquela vista - Fez uma breve pausa. - Eu quero fazer planos contigo. 

- Dean...

O rapaz riu. - Não, ouve-me. Isto tem de significar alguma coisa, tu és o meu pensamento das duas da manhã, Luce - Também a rapariga parou de comer. Oh. Meu. Deus. Finalmente. - Sabes que não gosto de dar garantias de nada mas, neste momento, não vejo nenhum motivo para não seres a tal.

 

 

Isto não foi abandonado, de nenhuma forma. Mais tarde partilho os motivos.

De qualquer forma, a espera valeu a pena?

 

 

um beijinho,

Annie 

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