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Tower of Writing

you will never guess her secret...

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Capítulo 10 - "There's no other way."

Capítulo 10 - "There's no other way."

 

- O quê? Já não existe nada entre nós - Questionou Robert extremamente confuso.

- Eu sei!  mas o que querias que lhe dissesse? - Acabou de se pentear e pegou no casaco - Só espero que ela volte lá de onde veio. Arranjou o meu número de telemóvel - não sei como - e não pára de me ligar! Pelo indicativo ela está cá. Em Los Angeles.

- Só me faltava mesmo agora era estar preocupado com essa miúda - Revirou os olhos enquanto descia as escadas deparando-se com a adorável empregada - Mil obrigados por esta ajuda, Rute!

- É o meu trabalho, Robert! Já agora, vai jantar em casa? - Perguntou Rute enquanto ligava o aspirador à corrente.

- Eu não sei, mas não te incomodes, quando terminares isto podes seguir, mesmo que jante compro algo pelo caminho ou assim! Thank you so much

- Obrigado, Rute e... peço desculpa por esta trapalhada toda. Sinto-me tão mal por isso.

- Vão descansados, meninos! - Sorriu.

Os dois amigos saíram em direcção ao carro de britânico. Zac entrou logo abrindo o vidro enquanto que o amigo fumava um cigarro. Mais alegre e, talvez confiante. Na realidade, não havia outro caminho para Zac. Ajeitou o banco e colocou o cinto apenas questionando: - Qual é a próxima paragem? 

Deixou o britânico a rir, ainda inalando o que restava.

- Estou pronto. Para o que der e vier.

 

*** 

Em Seattle, tinham terminado de obter informações sobre o professor-mistério, em frente à Universidade. Ryan não estava muito confiante ao entrar no carro afinal, acabaram de constatar que outras jovens também tiveram um caso amoroso com o tal. Buscou na mala o seu batom vermelho e, exagerou na sua colocação.

- Parece surreal. 

- Bem-vindo ao meu mundo. Está na hora da sua esposa saber a verdade.

- O quê? - Foi a única reacção de Ryan. Não estava certo. Interrompeu-a. - Perdeste a cabeça? Andie, estás a ir longe de mais...

A rapariga parou admirada, olhando-o. - Cam, a minha melhor amiga namora com um homem casado, que queres que faça? Ele tem idade para ser pai dela! Pai! E eu é que estou passada?

- Ela meteu-se com um homem casado, não significa que a tenham obrigado a nada, porque não é o que parece! Pára e pensa! Quem errou, neste aspeto, foi ela. ELA! - Gritou Ryan, enfurecendo Andie. Colocou o carro a trabalhar e guiou sem destino mas o irlandês não pôde esconder o descontentamento: - Parece-me obsessão, se queres que te diga.

- Call Robert! Call Robert! - Gritou. - Não, não estou maluca, é uma aplicação estúpida que o carro tem para evitar falar durante a viagem. Call Robert! Porque é que esta coisa nunca funciona quando é preciso? - Carregou nuns botões até se ouvir o barulho da iniciada chamada. Ryan não se manifestou.

- Hey, babe! Como está a correr isso? - "Estou agora a ir ter com a Claire, está tudo resolvido com o Zac. Estás bem?" - Vou destruir a carreira desse Patrick! Para além de se ter metido com a Claire, fez o mesmo com outras raparigas, acreditas? - "Wait! Como é que sabes isso?" - Eu falei com uma rapariga à porta da Universidade e ela disse-me. - "Disse-te o quê?" - Estás a ouvir alguma coisa que estou a dizer? Tiveram um caso amoroso! - "Isso é muito confuso para a minha cabeça..." - O Ryan está aqui a dizer que não devo fazer nada, acreditas? - "Nós não nos damos bem, mas ele tem razão! É errado. Andie, já não são problemas teus" - Deves estar a brincar comigo! Segue o plano como combinámos. 

Já não havia volta a dar.

 

***

"Olá, Ash. (...) Nós viemos... dar uma volta. (...) Eu sei, desculpa! Estamos de volta logo à noite. (...) Desculpa! Nós compensamos-te, que tal um jantar? (...)"

Kelly posou calmamente o telefone no colo, após desligar a chamada. - Está zangada. Foi entregar os papéis à Academia sozinha.

- Odeio mentir-lhe - Ethan estava com um mau pressentimento. Algo ia dar para o torto.

- Vamos voltar para casa - Baixou a cabeça. - Queria tanto conseguir fazer isto, provar à Andie, que eu sou capaz. Foi tudo ideia dela e... saiu tudo mal.

- Tu não tens de provar nada a ninguém - Disse pousando a sua mão na perna de Kelly. Ligou o carro e conduziu devagar até dar a volta à avenida.

- Encosta! - Gritou. - Tenho... Tenho de ir ali. - Olhou fixamente para um banco de jardim. - Parece que a nossa visita não foi em vão.

Kelly saiu do carro, mas o rapaz agarrou-a - De certeza que ficas bem? - A rapariga assentiu e, acabou sorrindo, vendo os dedos de Ethan deslizarem delicadamente pelo resto do seu braço, largando-o, por fim.

- É um instante.

 E caminhou até a um banco de jardim, onde respirou fundo. Não podia ser.

- Justin?

 

***

- Claro, Robert, claro! - Ironizou Claire, bastante zangada. Os amigos contaram-lhe todas estas "novidades". Não foram bem recebidas. - Estamos no século XXI, eu namoro com quem eu quiser e nem o meu pai se mete, porque hão-de meter-se vocês que não me são nada?

- A tua melhor amiga está em Seattle a tentar descobrir coisas sobre o teu namorado sinistro. Como podes estar-te nas tintas para ela e para todos? Sabias que era casado? - Gritou Zac batendo com a porta.

- Claro que sabia! Não há como explicar... simplesmente aconteceu.

Robert permaneceu em silêncio. Havia algo que não soava bem. - Há sempre como explicar.

- Eu sentia-me sozinha, frustrada. Vocês nem deram por nada. Simplesmente viraram as costas. Todos. Foram às vossas vidas sem querer saber de quem cá tinha ficado! Comecei a sair com o Patrick, ele compreendia-me, gostava de mim, fazia-me ver as coisas de uma maneira diferente... mais adulta!

Começaram a discutir, tipicamente colocando as culpas em cima uns dos outros, até que, fez-se clique na cabeça do britânico. Aquela conjugação de verbos no pretérito imperfeito só podia levar mesmo a algo não-perfeito. Levantou-se da cadeira, ordenado apenas: - Tira a blusa. 

- O q-u-ê? Enlouqueceste?

- Tira a blusa! - Desta vez, gritou. Claire afastou-se lentamente para um canto. Não havia outro caminho. - O que estás a fazer? Pára, estás a assustar-me! Zac, faz algumas coisa.

- Robert! - Gritou Zac sem consentimento, Robert agarrou em Claire e, entre os gritos da amiga, rasgou-lhe a blusa ficando apenas um enorme silêncio no quarto. Ficaram à vista, não só, o corpo nu, como as nódoas negras e hematomas de Claire. O britânico apenas concluiu: - Foi o que eu pensei.

- Estão satisfeitos agora?

Mais assustada do que anteriormente, aconchegou a blusa ao seu corpo. 

- Eu lamento, Claire - Robert afastou-se virando as costas. Levou as mãos à cabeça. Não queria acreditar - Podias ter contado, nós resolvíamos as coisas...

- Querem resolver as coisas? Tirem a Andie de Seattle. Eu sei que não é estúpida, como eu fui, mesmo assim, eu não a quero lá, o Patrick pode magoa-la. Como fez comigo. - Virou as costas e correu para a casa-de-banho, trancando-se. - Saiam da minha casa! - Os dois amigos dirigiram-se para o carro de Robert onde permaneceram abatidos. O que Robert fez, pode não ter sido o mais correto mas, talvez, talvez tenha sido o único caminho para a verdade.

Ou parte dela.

O telemóvel de vibrou e Zac bufou. - É a Megan. 

Aterrorizado mostrou o visor ao amigo.

 

 

um beijinho,

Annie 

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