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Tower of Writing

you will never guess her secret...

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Capítulo 23 - "Playing Dirty"

 Capítulo 23 - Playing Dirty"

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A noite já ia longa na esquadra quando Frank, o carismático polícia-amigo de Robert, permitiu 5 minutos junto de Andie, sem investigadores ou câmaras. Foi acompanhado de Zac, já que Ryan tinha ficado em casa, evitando desnecessárias discussões.

Sentada de frente para a mesa com os punhos assentes na mesma, bastante calma, encontrava-se Andie. À sua frente, Zac, e encostado à parede, Robert. 

- Por favor, é verdade...? - Perguntou numa nova tentativa (falhada). Zac não iria julga-la, mas queria saber a verdade. Independentemente da resposta, iriam resolver tudo. - Nós combatemos isto...

- Eu tenho de falar com o Cam...

- O Robert ligou ao seu advogado, portanto amanhã já aqui está...

A rapariga estava pensativa. Não respondeu a mais nada. Zac continuava falando com ela, como se estivesse tudo normal. Era irritante e adorável. Ao menos tinha uma voz amiga, já que Robert limitou-se a fixar o olhar nela, de braços cruzados. Não percebeu se estava, ou não, aborrecido com ela.

Deram dois toques na porta e Frank espreitou. O cansaço já se notara. Com voz firme, apenas disse: - Têm de sair.

Zac sorriu, apertou a mão de Andie e saiu.

Robert aproximou-se e debruçou-se sobre a mesa. Quando ia falar, Andie interrompeu. - Eu tenho de falar com Cam...

- Sim! Eu ouvi!

Não é que estivesse aos gritos, mas notou que estava a perder a paciência. - Está bem, é só mes...

O britânico bateu com as mãos na mesa. 

- Para quê? Combinar histórias?

- SIM! Combinar histórias! - Respondeu logo de seguida, muito rápido.

- Porra, Andie. Diz-me o que se passa. Só assim posso ajudar!

Mas a rapariga não queria ser ajudada. - Não posso...

- Matas-te o Patrick? Diz-me.

- Achas que o matei?

- Eu não sei! - Toda esta situação estava a dar cabo dele. Cabo da sua relação. Não estava a duvidar da inocência da namorada, mas tudo aquilo suava estranho. Porque motivo ela não se defende? Porque tem ela de ser sempre tão calma nas piores situações? Conhecia à distancia sinais de mentiras, apesar de neste momento, a linguagem corporal de Andie não se integrar em nenhum deles. Um dos mais importantes é o contacto direto aos olhos. Ela não desviava como a maior parte dos mentirosos, pelo contrário, fixava-te. Pouco ou nada sabíamos de Patrick. Quer dizer, sabíamos que tinha namorado com Claire. O relacionamento tinha terminado mal. Andie foi a Seattle. Patrick foi despedido da Universidade por dormir com alunas. Depois disso, nada se sabe. Patrick não magoou diretamente Andie, portanto ela não tinha motivo. Certo? E onde é que Ryan Cameron entra no meio disto tudo? - Porque é que não me contas? - Questionou sendo mais um desabafo para o próprio.

- Porque tu não podes mentir sobre algo que não sabes.

Frank voltou a bater à porta e Robert, de imediato, saiu. Viu Zac ao longe falando ao telemóvel e imaginou de quem se tratava. Kelly. Ou Claire. Ou qualquer outra pessoa de interesse. De qualquer forma, os seus pensamentos foram interrompido por Frank.

 

- Então, como estás? - Esticou-lhe um café e britânico aceitou. Ambos se encostaram à parede. - Sei que isto é demasiado difícil, mas... só queria perguntar-te o que achas... verdadeiramente.

Olhou-o. - Acho que sabes que não denuncia-la. 

- Não espero o contrário.

- Não importa o que ela fez, eu estou do lado dela. Sempre.

- Eu sei...

Em silêncio terminaram o café e a embalagem foi diretamente para o lixo. - De certo há provas contra ela que não poderás falar-me, mas, verdadeiramente, acho que ela não o matou. 

O polícia assentiu, mas sabia que Andie estava a jogar sujo. Antes de se afastar foi informado que a namorada ficaria presa preventivamente. Agora junto de Zac, o silêncio dominava. 

Tinha uma nova teoria. Talvez fora Ryan que fez alguma coisa e talvez Andie o estivesse a encobrir. Por essa razão ele não estaria ali, certo?

 

***

Na pequena sela, Andie encontrava-se deitada. Tinha as pernas contra a parede, como fazia em criança, no seu próprio quarto.

- Olá, Andie - Quando o guarda abriu a porta e lhe disse algo sobre uma visita, não pensava que se tratava de Ethan. - Deves perguntar-te porque vim. Ora, vim ver-te. Ao início não era para vir, mas conduzi até cá. A vaga do dia de hoje não tinha sido ocupada, portanto... peguei no cartão e aqui estou eu. 

- Tens a noção que estás a ocupar o lugar de alguém que eu queria realmente ver. O meu namorado, a minha irmã, os meus pais, os meus amigos... Bom, nesta altura, quero ver qualquer pessoa excepto... tu.

Ainda não estava com aqueles fatos alaranjados muito atraentes, mas sim com um top branco e umas calças de ganga. Conseguiu manter a postura, mas só desejava que ele fosse embora.

- Quero que me perdoes.

- Acho que estás a falar com a pessoa errada.

- Não. - Abanou a cabeça e olhou em volta. Não acreditava que Andie estava presa. Como chegámos aqui? - Sei o que fiz. E estou arrependido. Perdoa-me.

- Mais uma vez, não sou eu que tenho de te perdoar. É a Kelly.

O guarda aproximou-se da mesa e agarrou no cartão, agora com o nome de Ethan. Confirmou com o colega e afastou-se. Estaria alguém lá fora a tentar vê-la?

- Dizem mataste o ex-namorado da Claire. Ela é apenas tua amiga. Não imagino o que me poderás fazer a mim. O que poderás fazer pela Kelly.

A rapariga riu. - É por isso que aqui estás? Porque estás com medo?

- Achas que ela me vai perdoar? E aceitar de volta?

- Eu não sei... Espero que não. - Foi o mais sincera possível.

- Tu fizeste algo pior do que eu e o Robert vai aceitar-te. Porque te ama. Como a Kelly me ama.

Estava a ficar enjoada de todas aquelas comparações. A maior parte mentira.  

- A minha relação com o Robert tem os dias contados. Eu sei disso. Ele sabe sabe disso. Mesmo que consigamos superar isto, há muita coisa atualmente a decorrer. A vida não vai permitir que fiquemos juntos. - Viu a sua expressão. Surpreso. - Tal como não irá permitir que a Kelly te perdoe.

O moreno levantou-se meio abalado. Não conseguiu perceber se estava, ou não, jogando sujo. O verídico tinha acabado de ser dado por Andie, inesperado. Olhando para a rapariga, não sabia que mais poderia dizer. Talvez tivesse sido melhor não ir. Mesmo assim, deixou cair uma bomba. Tal não ia acontecer senão confiasse nele, certo? 

Olhou-a, uma última vez, e jurou ver uma lágrima.

Antes de sair, encorajou: - Boa sorte.

Ainda caminhava no corredor quando viu, ao longe, os três. Robert, Kelly e Ryan. Com a cabeça a mil, tentou desviar o olhar do grupo. Kelly virou-se e chamou a atenção dos rapazes que olharam fixamente para ele. Depois de sair, apressou o passo até ao jipe. Sim, estava com receio.

Conduziu sem destino.

 

 

um beijinho,

Annie 

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