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Tower of Writing

you will never guess her secret...

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Capítulo 24 - "All That Remains"

Capítulo 24 - "All That Remains"

 

twilight whispers | via Tumblr

Apesar de inverno, a temperatura em Los Angeles estava amena. O suficiente para se andar com uma tshirt e outros, em Moscovo, com um frio gelado. Ryan entrou em casa desconfiado. Pousou as chaves no móvel e foi ao encontro dos dois rapazes, Zac encostado à parede e Robert confortavelmente no sofá.

- Hey! De quem é aquele carro, lá fora?

- Qual? - Questionou Zac, olhando através da janela. Quando se virou deu com o britânico cabisbaixo, lendo algo. Olhou novamente e, através de pormenores que escaparam da primeira vez, não tinha dúvidas. - É a Megan?

Ignorou a pergunta, fazendo a sua própria, dirijida a Ryan: - A Kelly está a trabalhar?

- Não, foi a visitar a Andie.

- Rob, é a Megan?

Desta vez, olhou-o: - Sim...

- O quê? Tão depressa estás a arranjar um plano para a Andie sair da prisão como estás todo divertido com a ex...

- Bom, ela não está aqui para ver, não é?

- Asseguro-te que não vou esconder segredos.

Levantou-se e foi em direcção a Ryan, apontando-lhe o dedo ferozmente. - Foram os teus segredos que a colocaram naquela cela!

Com pré-discussão à vista, Zac entreviu logo. - Ryan, dás-nos um minuto?

Subiu as escadas da mansão para o quarto onde bateu com a porta.

- Não acredito como moras com ele.

- Não é disso que estamos a falar. - Disse muito calmo. - O que faz a Megan aqui?

- Veio buscar-me. E vou passar a noite toda a gravar... Ela trabalha no mesmo sítio que eu, lembraste?

Zac retorquiu de seguida. Pareceu puxado a carvão. Só podia estar a gozar. - E tens de ir de boleia com ela? Até de táxi vais melhor.

- Não tenho tempo para discussões. - Respondeu enquanto vestia a camisa. Atirou com o telemóvel para dentro da mochila, fechou-a e colocou-a ao ombro. Depois encarou o amigo, mas não sabia o que dizer. Caminhou para a porta e pegou nos óculos escuros, indeciso. 

- Nunca tens.

Ainda ouviu enquanto batia com a porta.

 

*** 

- Oh, Andie!

- Está tudo bem, Kells. - Tranquilizou a irmã, após vê-la aproximar-se com um olhar de pena. Suspirando, pegou finalmente no telefone. Sorriu. - Como estás? Já decoraram a casa?

Estavam finalmente em Dezembro.

- Sim, mas...

- Sem "mas". - Ordenou. O silêncio agora reinava, mas Andie odiava silêncio. - Conta-me novidades.

Bom, havia imensas coisas novas. Kelly tinha sido promovida no Times. Vivia agora com Zac e Ryan. Passavam imenso tempo juntos, especialmente com Ryan. A visita a Nova Iorque, apesar de triste, correu bem. Foi uma sensação de "missão cumprida". O pai das raparigas baixou a guarda. Disse que podia alugar-se um filme e verem todos juntos. Mãe, Pai, Kelly, Andie e... Robert.

- Isso é fantástico...

Não convenceu Kelly, que sabia exactamente o porquê daquele não-entusiasmo.

- O Robert não tem aparecido porque está a gravar, não penses outra coisa... Tem estado muito empenhado com o advogado.

- Eu sei...

O silêncio voltou. Com o vidro a separá-las, por motivos de segurança, Kelly colocou a mão no vidro, paralelamente à da irmã. - Ele contou-me tudo. A Claire foi falar com ele, discutiram e acabaram ainda mais confusos. Seattle...

- Ele não sabe do que fala.

- Conta-me o que fizeste, mana. Por favor.

Não sabia se podia contar. Não sabia se queria contar. Olhar para Kelly e tudo o que era para ela... Saber que fez algo que podia destruir, literalmente, a sua relação... A opinião e restante dignidade... Mas, Meu Deus, ela era sua irmã. A única. Se há pessoa que merecia saber era ela.

- Seja lá o que fizeste... eu irei compreender. I have blood on my hands too. You know, we all do.

- Isto é diferente, Kelly. É grave... - Grave. Muitíssimo grave. O que é que Andie entende por "grave"? Tinha decidido contar. Começou por explicar lentamente: - Ora bem, tu sabes que eu gosto muito da Claire. Pouco conversámos este verão. Estava numa relação, tudo bem. Sube pelo Robert que terminaram. Mal. Ele magoou-a, não só a nível psicológico, mas fisicamente... Abusou dela. Ela não pôde sequer defender-se... - Fixou o olhar na irmã, que continuava na expectativa, sem saber o que dali ia sair. - Seattle - Respirou fundo. - Acredita, fi-lo sofrer. 

A voz faltara a Kelly. - Andie?

Quase imóvel, correu todos os cantos com os olhos e, depois, assentou os cotovelos na mesa. Com uma mão a agarrar o telefone, ajeitou a outra frente à sua boca. As conversas não eram gravadas, mas alguém podia saber ler lábios. Baixinho, proferiu: - Agarrei-o por trás e arrastei-o pelo chão. Atingi-o na cabeça com um bibelô. Pressionei a traqueia... Procurei por uma faca. Fiz-lhe um corte na zona da virilha e, depois, cortei-lhe uns dedos... Ele não ia voltar a magoar ninguém.

- E depois?

- Quando sai ele estava vivo.

Pousou a mão na mesa e fechou-a, talvez por medo da aceitação. Kelly ainda processava a informação e nada disse. Despediu-se fugazmente e sem grandes comentários. A sua cabeça estava a mil. Quando não sabia sequer quais as perguntas que havia de fazer, o que restava apenas rezar para este pesadelo terminasse. All That Remains.

Quando se preparava para ir embora, Andie bateu no vidro. Pegou novamente no telefone e apenas ouviu:

- Não lamento ele ter morrido.

 

E aqui está! Uma parte da verdade que todas queriam saber sobre esta misteriosa morte.

O que acharam? 

 

um beijinho,

Annie 

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