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Tower of Writing

you will never guess her secret...

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Capítulo 3 - "Taking Sides"

Capítulo 3 - "Taking Sides"

 

No balneário, após o termino da aula de ginástica, todas as raparigas foram tomar duche, deixando Alison sozinha no balneário. Ouvia-as rindo, e pensou como seria agradável pertencer a um grupo. Mas foi a sua escolha, não se sentia à vontade para fazer amizades, portanto ficou. Vestiu-se e caminhou para junto dos espelhos. Entre o silêncio desejado, ouviu alguém a chorar. Desesperado. Lá por não querer fazer amizades não significava que não se preocupasse.

Aproximou-se da porta.

- Olá, quem está aí?

- Deixem-me.

- Eu não perguntei se estás bem por que... é notório que não estás - Afirmou, agachando-se. Nunca soube o que havia de dizer nestas situações. Não houve resposta da outra parte, pelo que continuou: - Todos nós temos dias mais escuros, mas não temos de passá-los sozinhos.

- Não compreendes... 

- Por que não abres a porta e me explicas? Eu chamo-me Alison, como te chamas?

- Alison? - Questionou, parando de soluçar. - Tens português?

- Sim, tenho. Também estás nessa turma?

A porta, ferrugenta e velha, abriu-se lentamente. A rapariga afastou a sua mala e livros, de modo a Alison entrar. Depois, fechou a porta e voltou a sentar-se no chão.

- Wendy. É o meu nome.

- Sou a Alison.

Sabia quem era Alison - a rapariga que se sentou no lugar de Liam, seu amigo. Ainda procurava pelo motivo que a fez abrir a porta a um estranho. A uma estranha que nada tinha haver com ela. Mas Alison parecia tão calma, adorável, elegante.

Sentou-se na sanita e sorriu-lhe.

- Não tens de me contar, mas quero que saibas que... seja o for... vai resolver-se. As coisas vão melhorar e... tu vais voltar a sorrir. 

- Eu tenho um namorado e... Estou grávida...

Continuou séria, após confissão, e Wendy desatou, novamente, a chorar.

- Pronto, está tudo bem... - Tentou reconfortá-la. 

- NÃO ESTÁ - Gritou. - Vou perder todos os meus amigos.

- Só se eles não forem mesmo teus amigos - Acabou por dizer. Não deixava de estar revoltada no seu interior. Vivemos no séculos XXI, onde há informação sobre tudo a cair do céu e mesmo assim as raparigas, mulheres, continuam a engravidar sem o querer. Quer dizer... Por favor, acordem! Mas é claro que não ia dizer isto à pobre rapariga - Tens de marcar uma consulta no médico.

Não ouviu o que Alison disse, mas soube bem saber que esta estava a seu lado. Estava demasiado ocupada a afundar o fulcral: - Será muito difícil perceber que não é do meu namorado?

 

***

 julianne hough image

A semana passou num abrir e fechar de olhos. Solitária, para Alison. Na sexta-feira seguinte, quando Liam entrou na sala deparou-se logo com Alison, sentada no seu lugar. No substituto. Que neura, pensou enquanto suspirava. 

- Tens o teu amado lugar de volta - Antecipou-se ela.

- Posso saber o motivo?

- Acho que o Javier está a tentar engatar-me.

- A sério?

- Sim - Afirmou com a cabeça, continuando séria.

Escondeu um pequeno sorriso, quando ela o olhou. Ele deveria ter desviado o seu olhar, mas por algum motivo, por alguma razão, ela o cativou. E, por algum motivo, por alguma razão, ele não conseguiu tirar os olhos dela.

- E se eu preferir sentar-me ao teu lado? - Saiu-lhe sem pensar.

- Também podes - Admitiu, abrindo o caderno, não dando muita importância.

- Então, miúda - Sentou-se de frente para Alison, falando baixo, mas de maneira a que fosse ouvido. - Não vou julgar... O clube... Eles pagam bem?

Olhou-o surpresa. - Estás assim tão carente de dinheiro?

- O Dave está com problemas na oficina. Eu tenho de ajudar...

- Tens de ajudar por quê? Tu já trabalhas no Resort do Golf para pagar os teus estudos, não o capricho do teu irmão - Disse, incomodando Liam que mais nada fez sem ser revirar os olhos. Alison fora rude. Acrescentou: - Esquece o que eu disse, não é da minha conta - Mas Liam fingiu que não ouviu, enquanto tirava os livros para a aula. Mordendo o lábio, a rapariga tentou novamente: - Não é um trabalho normal. Podes entrar às 20 horas ou só à meia-noite. Depende do turno que fizeres. Aos fins-de-semana trabalha-se até depois das 6 horas da manhã porque há sempre muita gente, já de semana, o mais provável é fechar por volta das 3 horas. O que ganhas de gorjetas quase que equivale ao teu ordenado, portanto... Tira as tuas conclusões.

- Onde me posso inscrever? - Perguntou entre os dentes.

- Tens a certeza?

- Faço isto por que não esqueço as pessoas que estiveram comigo nos momentos mais difíceis da minha vida.

- Da tua vida? - Questionou e Liam voltou a revirar os olhos. - Ok! Novamente, não é da minha conta.

Os restantes colegas entram na sala, incluindo Javier que desatou a falar espanhol enquanto se sentava.

- Hola, belleza - Saudou Javier, piscando o olho à rapariga. Quando chegou a vez de Liam, sério, proferiu: - Hola, payaso!

Liam não conteve o riso. Apostava que Javier estava cheio de ciúmes deste mero acaso.

A professora entrou e começou nova aula de português. Após a teoria explicada, começaram a exercitar. Era mais complicado do que parecia e ainda nem a parte oral tinha chegado. 

Quando deu o toque de saída, Liam dirigiu-se logo a Javier, apaziguando enquanto este arrumava a sua mochila. Percebendo que não respondeu ao pretendido, e não querendo deixar o assunto no ar, Alison aproximou-se e, de uma só vez, disse: - Aparece por voltas das 19 horas.

- Ok - Assentiu, ainda meio atordoado com tal frontalidade.

Depois, colocou a mala ao ombro e saiu da sala.

Javier olhou-o. - Para quem não tinha curiosidade...

E saiu também.

 

Muito obrigado pelo apoio!

 

um beijinho,

Annie 

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