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Tower of Writing

you will never guess her secret...

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you will never guess her secret...

Capítulo 8 - (As We Know It)

Capítulo 8 - "(As We Know It)"

 

- Como foste capaz? - Questionava vezes sem conta, berrando.

Após Eric abandonar a escola, tudo num reboliço ficou. Wendy e Liam discutiam arduamente, Isobel tentava acalma-los e Javier... O que se esperava? Sentia-se confuso. O Eric e a Wendy acabaram?

As pessoas esperam demasiado umas das outras. Por quê? Porque não permanecem simples para encontrar o amor em pequenas interacções?

- Não metas a Alison nisto! A única culpada és tu!

- Liam - Chamou Javier, receoso.

- O QUÊ? - Gritou-lhe.

- Como é que isso aconteceu? Como?

- C-c-como, Javier? - Passou as mãos pela cara e expirou novamente, tentando acalmar-se. Não era altura para brincadeiras. E quando Javier encolheu os ombros, Liam compreendeu o que tinha de dizer. Calmamente, está certo: - Quando um homem e uma mulher...

- OH! - Suspirou, percebendo do que se tratava - Sexo.

- Bom, sim, se a mulher tiver no seu período de fecundação, e senão houver precauções, o espermatozóide aloja-se nas trompas. Depois forma-se o ovo... - Javier olhava-o, surpreendido com a quantidade de informação que Liam era conhecedor. - Merda, Javier... Só podes estar a gozar! Isto é ciência... Do 7º ano!

- E depois...?

- Depois forma-se o embrião e...

Javier interrompeu-o. Tinha, finalmente, alcançado o pensamento acertado. - Gravidez! Podias ter tido logo!

- Depois disto vou dizer à tua madre que te leve ao otorrino.

- Podias ter dito... Eu não sou parvo.

- Nós dissemos! - Afirmou Isobel. Depois voltou-se para Wendy, tentando reconfortá-la. - Agora estamos todos mais calmos...

- COMO FOSTE CAPAZ? - Interrompeu Wendy, novamente. Com um berro.

- Wendy...

- Pára, Izzie! Fica do meu lado. Este paspalho acredita em tudo o que a cara bonita lhe diz.

- Esta conversa acabou. És uma desilusão.

E foi a vez dos dois rapazes se afastarem. Seguiram diretamente para o Resort e nem mais uma palavra disseram. Aliás, agora que Javier compreendeu, não havia mais nada a dizer.

- Wendy, que eu saiba não estás grávida da Alison... Portanto, o que é que ela tem haver com isto?

- Eu contei-lhe. Confiei nela por que... Sei lá... E ela prometeu que não contava a ninguém... Então ela contou. 

- Eu lamento, querida...

- Talvez lhe consiga fazer o mesmo...

Foi a vez de Isobel interromper. - Querida, tens problemas maiores do que lidar com a Alison. Esquece isso.

 

 ***

- Não sei o que se passa comigo - Afirmava quando Alison entrou no quarto de vestir.

Ela sentou-se de frente para o seu cacifo, ao lado de Liam, pensando no que era suposto dizer. É claro que ele estava zangado, mas que havia ela de fazer?

- Eu tive de ser o mau de fita.

- Alguém tinha de o ser...

- Mas o Eric gostava dela e agora nem o telemóvel atende.

- Ele vai ficar bem - Disse Alison, numa tentativa de apaziguar os fervorosos sentimentos que Liam demonstrava e tentava explicar. Mal sabia ela que ia muito mais além disso.

- Estás a ouvir-me? - O seu tom mudou. Agressivo e quase gritando, a loira desejou não ter ido trabalhar naquele final de tarde. - Não sei o que se passa comigo. COMIGO! Tu és uma mera conhecida. Sentenciaste a relação do Eric com a Wendy e, eu... Eu nem verifiquei a veracidade do facto. Fui direito ao Eric e simplesmente disse-lhe. Com as mesmas palavras que me disseste. Achas isso normal? - Perguntou, à qual Alison julgou querer uma resposta, mas ele continuou: - A Wendy não é a minha amiga, mas... Conheço-a à mais tempo do que a ti. Não devia ter tido mais consideração por ela? Ela precisa de ajuda! E agora, tu és a má da fita. 

Ela soltou um riso, sarcástico. - Como é que podes ter pena da Wendy?

- Eu não tenho! Eles eram um casal. Não devia importar os relacionamentos anteriores... Certo?

- Liam...

- TU CALA-TE! - Gritou levantando-se, zangado. Bateu com a mão na madeira e olhou-a. Permanecia serena, já ele, transpirando imenso, o seu top parecia colado ao corpo. - Não estás a ouvir. Tu disseste que não querias envolver-te comigo. Disseste que um de nós iria sair magoado e como tudo isso não ia passar de boa poesia. Mas para mim, isso não é o suficiente. As pessoas tentam. Vivem e acabam por sair magoadas, mesmo tendo cuidado. Como o Eric hoje... É claro que não é justo! Coisas más acontecem, todos os dias, a boas pessoas. Eu não sou um rapaz indeciso. E do jeito que gosto de ti, podia dar em algo mais.

Ela, mais admirada do que anteriormente, levantou-se. Tinha sido uma longa sexta-feira, não podia ter ouvido bem. Sacudiu as calças e depois, despiu a sua camisola.

- Não disse que era para te despires agora...

- Liam, vou trabalhar... Devias fazer o mesmo. 

Só fazes merda, pensou Liam. Evitou olhá-la enquanto mudavam de roupa. Não se sentia envergonhado, mas devia. Tinha sido demasiado direto para Alison. Não tinha assim tanta confiança. Melhor, não tinha confiança.

Ela saiu sem lhe dizer nada mais e durante o turno também não lhe falou. Agora sim, sentia-se incomodado. Não é que falassem muito durante o trabalho, mas nesta altura já não sabia se falavam. Era sempre o normal, não era? Sempre coisas do trabalho. Até porque Liam continuava na caixa e Alison... nas suas acrobacias.

 

 

Já sei... Estão com vontade de me bater por a Alison não ter respondido. Óbvio que teria prendido mais a vossa atenção, mas as coisas aconteceram mesmo assim. De uma maneira muito simples. Talvez não estejam habituados, mas, por vezes, as histórias são simples. Outras vezes tão difíceis que nos deixam de coração partido. É por isso que considero esta uma boa história. Num momento estamos a rir e no parágrafo final... a chorar.

E como nós sabemos... Algumas história não têm sentido, nem precisam de ter, basta valer a pena.

Brevemente assinarei estas linhas, até lá... Adivinhem... Se puderem.

 

 

um beijinho,

Annie 

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