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Tower of Writing

you will never guess her secret...

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{one-shot} Love On Top

 

Julie olhou pela janela naquela tarde de inverno com dúvidas acerca do seu relacionamento com Paul. Estavam mais afastados do que nunca e falar? Praticamente já não acontecia. Esperava encostada à janela enquanto via o bonito dia de neve que estava. Foi então que viu o jipe de Paul a atravessar o portão de sua casa. Sentiu o calor e brilho do sol a apoderar-se do seu interior como se, por milagre, estivesse a derreter. Vestiu o sobretudo e desceu as escadas em caracol. Abriu a porta e lá estava ele diante dela. Sorriu de orelha a orelha, estendeu-lhe uma rosa vermelha - a sua favorita - e sussurrou-lhe umas palavras ao ouvido.

 

- Então, acabaram por ficar juntos?

- Sim. 

- Se eram tão jovens e ele estava sempre ausente, se isso te magoava... Se o amor te magoou...

- Não foi perfeito, mas ambos queríamos o mesmo.

- Amor.

- Amor, sim. Deu muito trabalho, é verdade, foi uma grande luta contra as lágrimas e muitas noites sem dormir, mas valeu a pena porque, passado vários anos, ele colocou-me em primeiro lugar, ele colocou-nos em primeiro lugar.

- "O amor da nossa vida pode nem sempre ser a pessoa com que nos casamos." Foi uma frase que referiste ao longo desta entrevista, porquê?

- O Paul é o amor da minha vida, é o homem que eu amo, que preciso, que desejo e acima de tudo, é o único que vejo à frente. Lembro-me de tudo do Paul... Quando dançávamos pela noite dentro, agarrados um ao outro enquanto eu sentia o vento fresco a passar pelo meu rosto. E quando ele deu o seu melhor pelo nosso amor, este ficou no topo... No topo das nossas vidas. Mas podia não ter acontecido e eu agora ser outra mulher num casamento infeliz, mas ele, ele nunca ia deixar de ser importante para mim.

- Que conselho se dá aos jovens que passaram por uma situação semelhante?

- Nunca desistam no amor. E, por mais motivos que têm para deixar essa pessoa, pensei no motivo que o fez permanecer. Pode demorar dias, semanas ou até mesmo anos, mas há-de chegar ás vossas vidas e quando isso acontecer...

- Mamã, quando vamos ao parque? - Disse um pequenito entrando pela sala a dentro seguido pelo pai.

- Charlie, que fazes aqui?

- Peço imensa desculpa, não consegui contê-lo lá fora! Charlie, vamos! - Deu a mão ao pequenito e dirigiu-se para a saída, lançando um sorriso.

- Não tem problema, já estávamos no fim! Estava a dizer... Julie. 

Julie estava focada no pequenito. - Oh, desculpe! Ahm, quando isso acontecer... coloquem-no no topo.

- Os outros tipos de amor, também são importantes?

- São e vêm por acréscimo, inesperadamente, é a melhor coisa do mundo!

- Muito obrigada por esta conversa, foi muito interessante! 

A jornalista estendeu a mão a Julie que retribuiu com um sorriso. Mas ela é que estava agradecida por recordar sentimentos, e o seu coração, cheio de amor e ternura por aqueles dois, incansavelmente à sua espera.

 

 

Escrevi esta pequena história há cerca de um ano, apesar de não ser perfeita.

Não achei melhor altura do que esta para vos demonstrar o que a união é capaz de fazer. Sejam felizes e solidários.

 

Feliz véspera de Natal 🎄

 

um beijinho,

Annie 

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