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Tower of Writing

you will never guess her secret...

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Capítulo 28 - "Know It All"

Capítulo 28 - Know It All

 

I

- Ei, Lexi, tens uma caneta?

- Não - Ela voltou-se, de cara serrada, quase julgando-o. - Não tenho uma caneta. Não tenho uma caneta por que é a quinta vez, este mês que me pedes e nunca devolves. Tu e o teu amiguinho.

Os dois rapazes olharam-se e soltaram um riso glorioso. Um deles, espicaçou-a. - Uh, o período chegou mais cedo este mês? 

- Menos barulho aí atrás, turma. Lexi, volta-te para a frente... Vamos todos abrir o livro na página 54 e observar a gravura.

Os sussurros chamaram a atenção da professora. E não, só. Leah, uma das suas acarinhadas amigas, não hesitou em tomar o seu partido. - Nem te atrevas a dar ouvidos por que os homens são...

- Ratos - Disseram as duas amigas, ao mesmo tempo, rindo-se.

- Lexi! Onde está o teu livro? - A professora perguntou, quase esgotara a paciência.

- Desculpe, devo tê-lo deixado no cacifo - Sentiu um toque, no cotovelo. A sua colega do lado, partilhara o seu. - Obrigado - Sorriu-lhe e pegou na caneta. As duas seguiram a aula durante uns minutos, até Alexis, se voltar, novamente para trás, dando mais conversa a Bill e Todd.

Entretanto, e inesperadamente, ela viu Samuel, tirar a arma da mochila.

- BAIXEM-SE! - Gritou, quando já tinha disparado.

Mas não, não podia ter sido tarde de mais. Agachada, debaixo da mesa, as mãos tapavam-lhe os ouvidos, abafando os gritos. Era só uma terça-feira normal, que acabou sendo surreal. Chegou à sua mala e muito trémula marcou o número de emergência, 911, no seu telemóvel. Levantou-se, e deparou-se um cenário chocante.

- Oh, meu Deus! Leah... Não, não...

Bill puxou-a para baixo. - Merda, Alexis, que estás a fazer?

- Era a Leah - Disse, testemunhando a morte da sua amiga. O aparelho caiu no chão, enquanto chorava compulsivamente. Foi abraçada pela sua colega do lado, abafando o seu choro. As mãos cobriam o rosto.

- O Todd foi tentar abrir uma janela - Bill explicou, juntando-se às raparigas. Ouviu-se outro tiro, Bill voltou-se. Fora Todd. Por instinto e raiva, atirou-se a Samuel. Tinha de fazer justiça pela morte de Todd. Gritou: - SEU CABRÃO!

- Não, Bill, por favor - Pediu Alexis, julgando implorar para Bill não as deixar, inutilmente. O verdadeiro suplicio ainda não tinha começado. 

- Lexi, toma - A sua colega do lado, muito trémula, passara-lhe o terço. O seu bilhete para a sobrevivência.

Agarrou. - Desculpa, mas eu não sei.

- Fecha os olhos e repete o que eu digo.

Colocou os olhos em Samuel, quando este rodava a arma em direção às duas.

 

***

II

- Todos sabem como termina a história.

Liam agarrou na mão de Alison. Tornara-se um hábito comum que os tornava mais próximos. 

Possivelmente, as respostas contentaram Hayley, que esquecendo os gritos, ficou em silêncio durante uns momentos. Posteriormente, pousou os olhos, derramando lágrimas, em Alison, que percebeu exatamente o que, desta vez, queria saber.

- O teu Bill não sofreu. Teve morte imediata. Ele foi muito corajoso em manter-se... São... Se é que é possível.

Depois disto, Hayley não fez mais nenhuma pergunta. Ausentou-se, de seguida. Javier também se afastou, afirmando que ia comprar uns cafés. Foi a deixa de Alison para sair dali. O ambiente estava muito pesado, muito constrangedor.

Mas Liam teve as suas dúvidas, os seus receios. Sentia-se ansioso. - Eu não... Desculpa, miúda, mas eu não me sinto muito à vontade para te deixar ir sozinha...

- Não vai ser como da outra vez, está bem? - Ela tentou descansá-lo. Explicou-lhe que a situação era diferente. Não, não ia colocar-se em frente ao comboio das onze horas ou desafiar o universo. Precisava sim, de um instante, sozinha, para respirar.

- Podes ligar-me, mais logo? Apenas para conversarmos.

- Vou estar a trabalhar no clube, quando chegar a casa já vais estar a dormir... No sofá - Ela disse, jovialmente, na tentativa de quebrar o gelo e a preocupação. - Amanhã é outro dia - Ela prosseguiu, sorrindo-lhe. Javier aproximou-se, com três cafés. Tirou um e agarrou na sua mala. - Eu levo este para o caminho.

 

Distanciou-se dos rapazes e virou na esquina, ao fundo da rua. Metros à frente, encostou-se à parede, arfando. Uma febre e calores repentinos, o peito parecia explodir.

- Querida, sente-se bem?

- Sim, sim, fantástica. Muito obrigado - A loira apressou-se a responder à idosa, que por ali passava, à medida que tentava caminhar. Chegou a casa e procurou logo na sua gaveta de emergências, o comprimido certo. Tomou-o com o café que Javier lhe oferecera. Afundou-se no sofá, recuperando as energias. Quando se sentiu em condições, arranjou-se e conduziu até ao Clube, para o seu turno.

Lembrou-se e perguntava-se se Hayley estaria bem. Na verdade, Alison ficou sem perceber se, estas respostas, sólidas, a libertaram ou se a aprisionaram, tristemente.

Chegava por volta da uma hora. Desacelerou o passo, apercebendo-se que alguém a esperava, sentado nas escadas do prédio. Quando confirmou, agilizou.

- Miúda? Olá...

- Ainda bem que vieste - Alison assegurou, atirando-se para os braços de Liam. O seu abraço, reconfortante, fê-la sentir segura.

 

 

Olá a todos/as! 🥰

Muito obrigado por acompanharem e lerem, eu espero que estejam a gostar. Este capítulo marca o final da Parte II. É, sem dúvida, muito emotivo e ficamos a conhecer mais pormenores da história da Alexis.

A Parte III será a última.

Deixem as vossos desejos e suposições sobre a continuação da história 😊

 

 

um beijinho,

Anna.