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Tower of Writing

you will never guess her secret...

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Capítulo 25 - "Gone Maybe Gone"

Capítulo 25 - Gone Maybe Gone

 

alex pettyfer image

Ajudou a loira com o seu saco de fim-de-semana. Porém, quando chegaram, em vez de chá, Natalia e Liam tinham arranjado uma rápida refeição para os quatro.

Natalia lembrava-se de Alison, numa das festas que o filho deu. Acha a loira encantadora. Depois do jantar, indicou-lhe o quarto em que ia dormir. Enquanto isso, Liam e Javier foram dar uma volta pelas ruas do bairro. Tinham ainda muito para conversar e, deixar a mãe e a loira sozinhas era bom para se conhecerem melhor.

Javier sentia necessidade de se esclarecer, em frente ao amigo - Eu pensei que, mesmo se te contasse, não ia mudar nada... E tu estavas tão... Feliz, ansioso, pela viagem com a Alison... Estava errado...

- Sim, de certeza que não te tinhas despedido! - Liam ripostou logo.

- A Ali...

- O que tem? - Perguntou-lhe, suspirando, após um breve silêncio do espanhol. Mais do mesmo.

- Desde a cena do comboio, tenho a certeza... Ela não é como nós. Sabe que, por muitas tempestades, sobrevive. Sempre. E, às vezes, nós não temos de saber isso. Somos jovens, seres humanos, temos de ter medos...

- Ela tem os seus medos...

- Liam, vá lá, pára e pensa por um minuto. Ela não preserva a própria vida - Javier não hesitou em dizer, muito calmo. Já Liam, achava-se a delirar, revirando os olhos. - Quer dizer, se não ligar os faróis, à noite, na autoestrada, provavelmente tenho um acidente. Se me colocar em frente a um comboio, provavelmente morro...  Ela também sabe isso, mas já o fez... Portanto... Ela é perigosa!

- Estás a ouvir o que dizes? Que raio se passa contigo? Falta dois para o Natal, e ela não hesitou em vir comigo, dos Estados Unidos para a Venezuela, para te encontrar e tu não paras de insultá-la. Sabes o quanto ofendida ela iria ficar, se te ouvisse, agora? Agradeço a tua preocupação mas, ela esteve sempre lá para mim e é tão raro encontrar alguém assim... Sem querer nada em troca.

- Liam, eu sou teu amigo. Sou o teu melhor amigo. O teu irmão. O teu parceiro de crime. Sou os teus olhos quando não queres ver...

- Ver o quê? A devoção que tem por mim? Pela nossa relação, seja de que género for? Até pela nossa amizade, tua e minha, ela é devota. 

Javier ir, lentamente, absorvendo as palavras. Liam não queria que Alison se fosse embora, não queria deixá-la ir. Desejava ficar com ela. Trazer-lhe café, mesmo quando forem grisalhos e velhos. Beijar-lhe a testa, todas as manhãs e até o via a levar as crianças para a escola. - Apenas, pára, Liam. Pára de olhar para ela.

- NÃO CONSIGO - Ele gritou, como se explodisse. Bufou, e voltou costas, caminhando na direção de casa de Natalia. O passeio tinha terminado. Disse-lhe, como se Javier não soubesse: - Estou profundamente apaixonado por ela. Eu acho que ela sabe, mas também acho que só vou deixar de amá-la até o meu coração parar. Não posso perdê-la, outra vez. Vai matar-me. 

 

***

 

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- Fico muito triste por irem tão cedo - Dizia docemente, Natalia, ajustando o cachecol à volta do pescoço de Liam e depois o casaco. Abraçou-o, como querendo agradecer-lhe a visita, e sorriu-lhe.

- Muito obrigado pela hospitalidade.

Recebeu Alison nos braços, após suas palavras sinceras. Voltou-se para o descendente, que estranhamente, no dia seguinte, estava cabisbaixo. A brusca decisão de Liam, deixou-o assim. - E, tu, Javier, não queres voltar com os teus amigos?

- Quando se sentir preparado - Liam não deixou o espanhol responder. - Sabe onde encontrar-me.

- Na faculdade, claro - Natalia fez questão de frisar, recusando a decisão do filho. A buzina interrompeu os pensamentos de todos. - Deve ser a vossa boleia.

Liam estendeu a mão a Javier, que a apertou, suavemente. Sem abraços ou carícias, apenas um leve aberto de mão. Javier estava pálido e inexpressivo, apenas murmurou: - Tenham cuidado com a neve, adeus - Enquanto subiu as escadas.

Mais umas palavras a Natalia e finalmente saíram da residência, entrando no táxi. O caminho até ao aeroporto foi feito sem nenhuma troca de palavras. Entraram no avião e acomodaram-se. Liam ficou junto à janela. Irritado, pois não conseguia colocar corretamente o cinto, Alison ajudou-o a terminar.

- Obrigado - Ele disse. - E, peço desculpa.

- Pelo quê?

- Ter gritado.

Alison olhou-o, como se se assegurasse que podia falar. Calculou: - Não acredito que te zangaste com o Javier por minha causa.

- Não zanguei...

- É por isso que vamos apanhar o primeiro voo para o Estados Unidos? - Liam bufou, cruzando os braços. - Olha, não faz mal... O que quer que ele tenha dito... Até deve ser verdade.

- Não é...

- Sou uma suicida. É parcialmente verdade. Sobrevivi à morte uma vez, mas quis testá-la novamente. Então pus-me em frente ao comboio das 22h. Tu apareceste. E podíamos ter morrido os dois. Foi o que ele te disse, certo?

- O Javi precisa de tempo... Para colocar as ideias em ordem. Depois disso, se ele quiser, pode regressar a casa.

- Ou regressamos nós a casa dele.

- Fora de questão - Quando se voltou para Alison, já ela o olhava. Aquele olhar honesto, compreensivo e, de certa forma, justo. Ele sorriu-lhe, apertando-lhe a mão. - Tens de parar de ser tão boa para mim, miúda.

 

Gostaram? 😊

Bom fim-de-semana!

 

 

um beijinho,

Anna.

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